sábado, 3 de setembro de 2011

POPOL VUH – Ato I

A origem do mundo como não a/o conhecemos

A vitória de dois irmãos gêmeos terato-formes sobre os senhores de Xibalba, o infra-mundo, prepara-nos para a criação das primeiras pessoas da nossa era.
Narrativa de força temporal cosmogônica e de espaços hipertextuais não operatórios do ponto de vista geo-lógico, mais diagramático.
Os homens de madeira, os de barro e os de milho, depois de serem criados e mesmo antes, interagem no espaço das narrativas que ecoam de Xibalba, como se seus corpos de memória se inter-trançassem para nos sugar pra dentro de suas tramas, em qualquer lugar, em qualquer tempo, sob uma força comovente de re-inscrição.

Um comentário:

  1. A leitura sobre a origem do mundo tal como descortinada nas páginas do Popol Vuh acionam, no que tange a imaginários em torno do processo de composição do mundo, de povos, de imagens, modos outros de compreender narrativas que desenham essa criação e, sobretudo, criam o desenho que temos sobre o que chamamos de "origem". Uma origem que, em virtude de suas diversas versões, é concebida como movente, um sendo que se remodela tal como as mais diversas narrativas orais que, passadas de pessoa para pessoa, são acrescidas das marcas de uma coletividade que perpassa composições discursivas. Sabendo das miríades de sentidos que tecem a história, é sempre pertinente visitar outras formas de aproximar-se dela apenas para reconhecer as zonas dinâmicas em que tais narrativas se inscrevem e reescrevem. Ler o Popol Vuh é um convite a conhecer mais sobre versões que ampliam leques de leituras sobre as Américas, aventando não apenas conhecimentos, mas, também, plurais modos de saber e (re)conhecer.

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