sábado, 3 de setembro de 2011

Primeiro INTERMEZZO

Quem precisa de manifesto?
O manifesto do Partido Comunista, documento reivindicatório de 1848, produzido na Inglaterra da segunda Revolução Industrial, em alemão, por dois alemães exilados – Marx e Engels, advogam em causa própria e em nome (não menos próprio) da Liga dos Comunistas, deriva da Liga dos Justos, vertente política da Liga dos Fora-da-Lei –inventada por operários alemães na Paris dos anos 30: “O proletário é sem propriedade; suas relações com a mulher e os filhos nada têm de comum com as relações familiares burguesas; o moderno trabalho industrial; a moderna subjugação do capital de todo caráter nacional. As leis, a moral, a religião são para ele meros preconceitos burgueses, por detrás dos quais se ocultam outros tantos preconceitos burgueses”.

Cruzando os dois tempos em dois lugares, de uma outra esquina, muito desajeitadamente, proponho: sujeitos inscritos e escritos em/por certas conjunções geohistóricas de forma subalternizante necessitam desenhar sua face, circunscrever sua existência no mundo, engendrando uma força demandatória que invente esse Quem – que precisa de manifesto!

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